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Conseqüências do pecado sobre a administração do dinheiro II

Amor ao dinheiro

Esse fenômeno pode ser muito bem descrito na preocupação que Jesus teve em colocar de forma bastante clara o quanto a busca desenfreada pelo dinheiro afetaria o relacionamento do homem com Deus, quando declarou: “Não acumulem para vocês tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem destroem, e onde os ladrões arrombam e furtam. Mas acumulem para vocês tesouros nos céus, onde a traça e a ferrugem não destroem, e onde os ladrões não arrombam nem furtam. Pois onde estiver o seu tesouro, aí também estará o seu coração.” (Mt 6.19-21)

Por conseguinte, parece-nos razoável o entendimento de que o mal, que culminou no pecado, teve como conseqüência a perda, por parte do homem, de uma perspectiva eterna, implicando em um esforço concentrado na obtenção do dinheiro como forma de satisfazer não apenas suas necessidades mas também seus desejos.

Paulo tece considerações bastante esclarecedoras, ao ponto de colocar o amor ao dinheiro como a razão de todos os males da humanidade, quando diz: “pois o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males. Algumas pessoas, por cobiçarem o dinheiro, desviaram-se da fé e se atormentaram com muitos sofrimentos.” (1Tm 6.10)

Desta maneira, uma das implicações do pecado é que o homem tirou o seu propósito de vida da área dos relacionamentos (com Deus e o próximo), e o focou na obtenção de posses materiais.

A cobiça e a avareza estão diretamente ligadas ao amor que o homem nutre pelo dinheiro. Tiago relatou com clareza as conseqüências da cobiça, quando disse: De onde vêm as guerras e contendas que há entre vocês? Não vêm das paixões que guerreiam dentro de vocês? Vocês cobiçam coisas, e não as têm; matam e invejam, mas não conseguem obter o que desejam. (Tg 4.1-2).

Falta de contentamento

No Éden o homem não se contentou em exercer uma administração pautada nas diretrizes de Deus. O resultado foi a queda. Hoje, o homem continua não se contentando com aquilo que Deus graciosamente coloca sob sua administração. Por esta razão, a falta de contentamento continua sendo uma marca que salta aos olhos na nossa sociedade moderna. Nada parece ser suficiente para aplacar sua sede por mais e mais dinheiro.

Parece-nos razoável que, em obediência à ordem de dominar a criação, a produção científica e tecnológica coloque à disposição do homem novos instrumentos para facilitar sua vida no dia a dia. No entanto, o desejo de possuir mais e mais sufoca qualquer vislumbre de contentamento, mesmo quando tudo parece estar devidamente suprido.

O apóstolo Paulo exorta-nos a ter no contentamento uma característica forte na caminhada da vida cristã, quando diz, “Não estou dizendo isso porque esteja necessitado, pois aprendi a adaptar-me a toda e qualquer circunstância. Sei o que é passar necessidade e sei o que é ter fartura. Aprendi o segredo de viver contente em toda e qualquer situação, seja bem alimentado, seja com fome, tendo muito, ou passando necessidade. Tudo posso naquele que me fortalece.” (Fl 4.11-13). O pecado, no entanto, tornou o contentamento um elo perdido para o homem sem Deus.

Competição

Um dos efeitos devastadores do pecado é a competição entre os homens. Ela se dá em quase todas as áreas da vida. Também como fruto de uma vida egocêntrica, o homem sempre busca estar em posição superior ao seu semelhante. Isto tem uma conseqüência direta sobre a administração do dinheiro. Como o dinheiro é o aspecto mais visível da influência que ocupamos no meio social em que vivemos, as pessoas estão continuamente acumulando dinheiro, para ostentar uma posição de superioridade em relação ao seus semelhantes. A competição não se dá apenas no aspecto pessoal ou familiar, ela tem influência direta nas empresas, nas instituições e também nas nações. A concorrência, que muitas vezes caracteriza o mercado empresarial e a guerra entre nações, são um exemplo vívido da competição em seus mais diversos níveis. O domínio de pessoas sobre outras, de empresas no mercado e entre nações hoje se dá primordialmente no aspecto econômico e financeiro.

Conclusão

O efeito imediato do pecado foi a quebra do relacionamento do homem com Deus. Isto resultou em dificuldades na relação do homem com outras pessoas e também com o dinheiro. Ao lançarmos nossos olhares sobre os problemas financeiros que afetam a sociedade, devemos ter clareza que muitos deles são efeitos do pecado sobre a humanidade. Este diagnóstico é importante porque nos leva a considerar a relevância dos os aspectos espirituais na complexa equação da administração do dinheiro.

FONTE: Paulo de Tarso

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