Finanças Pessoais

Abrindo o jogo

Tenho aprendido muitas coisas ao longo dos anos em que tenho atuado no campo da educação financeira. Tenho notado que os líderes, tanto das igrejas, como de empresas e organizações têm dúvidas e por vezes guardam para si mitos que necessitam ser urgentemente quebrados. É sobre essas questões que talvez o aflija como líder que eu gostaria de tratar aqui com você, na esperança de que, juntos, possamos dar passos efetivos rumo à educação financeira daqueles que estão sob nossa liderança e porque não dizer, da nossa própria.

Sem estatísticas desta vez!

Realmente não vou citar estatísticas para retratar as dificuldades financeiras que atingem as pessoas e famílias que estão ligadas à sua igreja, empresa ou organização. Facilmente você poderá achá-las em algum outro artigo, principalmente os que tratam de endividamento. Apenas gostaria que você reconhecesse o quadro e que, como líder, fosse sensível às necessidades dos seus liderados. Por experiência posso afirmar que, mesmo no ambiente cristão o quadro de incertezas não se diferencia de forma substancial. Embora a Bíblia, como regra de fé e prática do fiel pudesse fazer a diferença, o que se vê na prática é que os princípios de gestão do dinheiro raramente são conhecidos e muito menos colocados em prática por aqueles que poderiam se beneficiar deles.

Aos empresários

Mito 1 – Maior salário

Os que são empresários normalmente se debatem com os corriqueiros pedidos de aumento de salários de seus empregados. Eu penso que todo empresário gostaria de pagar mais ao funcionário como conseqüência de sua dedicação e crescimento na carreira. No entanto, uma grande quantidade de pedidos de aumento refletem as pressões financeiras pessoais ou familiares destes funcionários. Ou seja, o dinheiro está “curto”, então a solução é ganhar mais, raciocina o empregado. No entanto, nós sabemos o axioma, que poderia ser colocado da seguinte forma: “Quem não administra bem o pouco, também não administrará bem o muito”. A conclusão é simples. Para quem não consegue administrar bem o “pouco” dinheiro que tem a solução é educação financeira.

Mito 2 – Mais dinheiro

Muitos empresários optam por uma solução alternativa ao aumento salarial: Abrir linhas de crédito para solucionar o problema financeiro dos funcionários. Em minha opinião, esta solução é, na prática, pior que a primeira (aumento de salário). Isto porque coloca dois pesos a mais sobre o já desfalecido trabalhador. O primeiro é que este dinheiro adicional não lhe pertence, terá que ser devolvido a quem emprestou. O segundo é o peso adicional dos juros que, principalmente no Brasil, é substancial. Num primeiro momento há um alívio mas, logo em seguida, este alívio tende a tornar-se em pesadelo e em um fardo ainda maior.

Aos pastores

Os pastores cumprem um papel especial e altamente relevante que é o de cuidar de suas “ovelhas”, seus liderados. Na verdade eu penso que os empresários também deveriam considerar seus funcionários como “ovelhas” e pastoreá-las de forma devida, mas isto é assunto para outro artigo.

Classicamente e historicamente o assunto dinheiro no âmbito da igreja local tem-se restringido ao assunto “dízimos e ofertas”. No passado não tão distante de nossos pais e avós é possível que este tratamento pontual fosse suficiente. Na atualidade é necessário ampliar a visão. Que continuemos e ter dizimistas e ofertantes fiéis. Mas que se dê um tratamento mais amplo e eficiente para a problemática financeira dos cristãos, indicando-lhes os princípios eficazes para terem uma vida financeira equilibrada e que redundem em maior generosidade para os projetos que muitas vezes ficam engavetados por falta de recursos financeiros.

Concluindo

Caro líder. Não se deixe levar pelos mitos que rondam a cabeça das pessoas. Mesmo os que hoje são abastados devem lembrar de como iniciaram, administrando a escassez para chegar onde estão. Pagar mais ou tomar emprestado não é certeza para a solução dos problemas financeiros.

Ouse quebrar os mitos e perceber que dias melhores estão por vir.

Um grande abraço!

FONTE: PAULO DE TARSO

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