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Os hinos e a comunhão dos santos

Muitas vezes no nosso contexto brasileiro, a gente pensa nos santos como aquelas imagens que vemos nas procissões em certos feriados. Porém, isto não é a ideia que a Bíblia tem dos santos. Em 1 Pedro 2.9 lemos: “Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as grandezas daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz”.

Nós somos os santos! O Espírito Santo está fazendo a obra de santificação nas nossas vidas para que possamos ser verdadeiramente santos.

Um dos meios de anunciarmos “as grandezas daquele que (nos) chamou para (…) sua maravilhosa luz” é através dos hinos. Mas os hinos também são um meio de termos uma ligação com aqueles santos de todas as épocas e todos os lugares na terra, onde o nome de Cristo é conhecido e exaltado.

Você sabia que temos um hino no Hinário Para o Culto Cristão que foi escrito no meio do século VIII João de Damasco baseou seu hino, Vinde Vós, Fiéis, Cantar, num hino ainda mais antigo, o hino de Moisés em Êxodo 15, que celebra a libertação do povo de Israel. João nasceu em Damasco,  foi   educado por um monge italiano, era um oficial do governo de um califa muçulmano e depois morou em Jerusalém escrevendo obras teológicas e hinos. Organizou as músicas litúrgicas da Igreja Oriental. O hino celebra a libertação que temos em Cristo por causa da sua ressurreição.

Vinde, vós, fiéis cantar triunfantemente; Deus seu povo libertou poderosamente.

Oh, cantai em alta voz, com amor profundo!

Proclamai que ressurgiu o Senhor do mundo.

Isto é certamente uma experiência que todos os santos de todas as épocas tiveram, inclusive nós!

O hino Se Sofrimentos Eu Causei, Senhor (HCC280) é um exemplo de um hino com contribuições de pessoas de vários países. A letra foi escrita pelo americano, C. M. Battersby em 1913. Um brasileiro de origem italiana fez a tradução da letra em 1966. Em 1959, o argentino Pablo D. Sosa compôs uma nova melodia para a qual o missionário americano, Ralph Manuel, que mora em Recife, fez um arranjo. Como o Espírito Santo nos une através de nossos hinos! Quem de nós não precisa fazer esta oração?

            Se sofrimentos eu causei, Senhor; se o meu exemplo fez alguém cair; se em teus caminhos eu não quis andar, perdão, Senhor!

            Chegando ao Brasil e à nossa época, pergunto novamente: você sabia que temos hinos de todas as partes no nosso país? Temos uma melodia carioca (HCC 426), hinos escritos por um gaúcho que mora em Brasília (Vagner Geier, HCC 311, 380, 407), um pernambucano (Jilton Moraes, HCC 69, 76, 212, 241, 246, 308, 442, 443, 609), um cearense que mora no Rio de Janeiro (Hiram Rollo Júnior, HCC 21, 275, 326, 478, e várias melodias) e vários outros mais numerosos que aquilo que nosso espaço permite. Quem de nós não foi chamado para obedecer ao Senhor, seguir seus passos, e dedicar todo o ser a ele?

            Tua voz escuto a convocar-me; pronto estou e vou te obedecer. Nesta senda seguir teus passos, mesmo que eu precise padecer.

O que sou e tudo que possuo eu entrego para te servir.

Quero ser um instrumento usado por ti. Senhor, eis-me aqui, eis-me aqui.(HCC 478).

            O grande hinólogo William J. Reynolds conta a historia da sua participação no Congresso da Aliança Batista Mundial no Rio de Janeiro em 1960. Todos os representantes dos batistas do mundo inteiro estavam reunidos no Maracanã para a última sessão do Congresso e cantaram Saudai o Nome de Jesus (HCC 56), cada um na sua própria língua. Disse que era uma experiência maravilhosa e emocionante estar cantando junto com os santos de todas as nações. Todos nós, santos, vamos experimentar algo muito semelhante e ainda maior no céu naquele grande coro quando:

            De todas as tribos, povos e raças, muitos virão te louvar.

            De tantas culturas, línguas e nações, no tempo e no espaço virão te adorar. Bendito seja sempre o Cordeiro, Filho de Deus, raiz de Davi; bendito seja o seu santo nome, Cristo Jesus, presente aqui.

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