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LIBERTAÇÃO: O real significado da Páscoa ao seu alcance nos dias de hoje

Se há uma data que deveria ser comemorada, esta data é a Páscoa. A Bíblia dá mais ênfase à Páscoa do que ao nascimento de Jesus. Uma pessoa ilustre qualquer, não é lembrada pela data do seu nascimento, mas de algo que fica como marca indiscutível de sua trajetória, seus feitos, seu propósito de vida. E foi isso que Deus fez. Deu mais atenção à vida de Jesus e sua missão consumada em sua morte e ressurreição. A Páscoa nos fala da ação soberana de Deus em favor do homem. A origem da celebração da Páscoa está na história judaica relatada na Bíblia, no livro de Êxodo, que significa saída. Quando Ramsés II, rei do Egito, subiu ao trono, apavorou-se com o crescimento do povo de Israel, achando que isso colocava em risco o seu poderio. Essa preocupação deu início a uma série de ações que levaram os judeus a um período de grande sofrimento. A Bíblia relata que Deus, vendo o que se passava com seu povo, escolheu Moisés para tirá-los dessa situação. Deus ordenou a Moisés que fosse até ao Faraó pedir que libertasse o povo, porém Faraó foi irredutível. Então Deus enviou sobre a terra do Egito dez pragas. Antes de sobrevir a última praga, a praga dos primogênitos, Deus disse a Moisés que dissesse a todo o povo de Israel que cada homem tomasse para sua família um cordeiro sem defeito para ser sacrificado. Deus ordenou que o sangue fosse colocado nos umbrais (batentes) e vergas das portas de cada casa. A carne deveria ser assada no fogo e comida juntamente com pães asmos (sem fermento) e ervas amargas. Deus então enviou o anjo da morte e feriu a todos os primogênitos da terra do Egito, desde homens até animais. Porém quando o Senhor viu o sangue nos umbrais e nas vergas, não deixou o destruidor entrar em suas casas para os ferir. Deus instituiu esse dia por memorial e sua celebração por festa ao Senhor pelas gerações por estatuto perpétuo: “Quando vossos filhos vos perguntarem: Que cerimônia é esta? Respondereis: Este é o sacrifício da Páscoa ao Senhor, que passou por cima das casas dos filhos de Israel no Egito, quando feriu os egípcios, e livrou as nossas casas. Então o povo se inclinou e adorou”. Esta festa chama-se em hebraico Pessach que significa passagem. Da escravidão à liberdade. Esta história aponta para o mistério que seria revelado: Jesus Cristo. Aquele cordeiro no Egito simbolizava o livramento que viria por intermédio de Jesus, e que seria final e definitivo. O sangue nos umbrais das portas representava o sangue de Jesus que seria derramado por nós na cruz do calvário. Ele veio para ser o último e perfeito sacrifício, o libertador de um povo oprimido e escravizado.

Mas assim como o povo cativo no Egito aguardava pela libertação do jugo de Faraó, o povo da época de Jesus aguardava pela libertação política de Israel, do Império Romano. Eles esperavam um governante, um rei, que os libertaria fisicamente, e não compreenderam a obra que Jesus veio fazer (“…veio para os seus, mas os seus não o receberam…” João 5:43). A mensagem de Jesus era de um reino espiritual. Ele trouxe as “boas novas”, a esperança de uma vida interior melhor. Ele trouxe a receita para que o povo se libertasse dos sofrimentos e das maldades praticadas naquela época. Ele ensinou que a liberdade que podemos desfrutar em nossos corpos físicos, nosso ir e vir, de nada vale se nossa alma e nosso espírito não forem libertos.

A Palavra de Deus nos ensina assim: “Pela graça sois salvos mediante a fé, e isso não vem de vós é dom de Deus. Nem de obras para que ninguém se glorie”. O significado da palavra graça é “favor imerecido”. Deus tomou a iniciativa e preparou Ele mesmo o cordeiro pascal, seu Filho Jesus Cristo para ser imolado e seu sangue derramado em meu e em seu favor e assim, como lá no Egito, fomos libertados da escravidão e da morte eterna: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu, SEU ÚNICO FILHO, Jesus Cristo, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” João 3:16. Não por qualquer mérito nosso, mas por Sua bondade tivemos nosso relacionamento com Deus restaurado através da vida, morte e ressurreição de seu amado filho Jesus. Essa é a boa-nova, o evangelho da graça. Algo que partiu de Deus em direção ao homem. A morte de Jesus Cristo, o cordeiro pascal, representa o fim de todos os tormentos da nossa alma. A ressurreição de Jesus simboliza o início de uma nova vida com Deus “que nos resgatou das trevas para Sua maravilhosa luz” I Pedro 2:9. E nos dias de hoje, o que nós, que supostamente conhecemos a graça de Deus temos feito com ela? Será que não estamos vivendo para nós mesmos, buscando bênçãos e nos isolando do mundo? Será que temos dado o devido valor à graça salvadora de Jesus ou nosso enfoque está nas bênçãos, que se tornaram mais imprescindíveis que o próprio Salvador? Ou será a benção maior que poderíamos receber da parte de Deus que é a libertação, a salvação, a vida eterna não é mais interessante porque talvez essa mensagem não encha tanto os templos? Nós, como igreja, temos nos esquecido daquilo que Deus disse a Moisés e que falamos no início do texto: de contar de geração a geração a libertação que Deus nos oferece. JESUS CRISTO ESTÁ VIVO! Morreu e ao terceiro dia RESSUSCITOU. Ele venceu a morte, venceu as trevas, venceu o mal, tomou as chaves da morte e do inferno para que hoje você vivesse em liberdade. A celebração da Páscoa representa uma oportunidade de fazermos uma retrospectiva em nossas vidas e estabelecermos um ponto de recomeço, de nos achegarmos a Deus, de sairmos do “Egito” e deixar Deus nos libertar do medo, da vergonha, da timidez e contarmos às vindouras gerações dos louvores do Senhor, do Seu poder e as maravilhas que fez.

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