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Funcionária cristã é condenada por não conceder licença para casamentos gays, nos EUA

A funcionária de um cartório de Kentucky foi considerada culpada por desacato e presa por se recusar a emitir licenças de casamentos entre pessoas do mesmo sexo, devido a suas próprias objeções religiosas.

Rowan County Clerk Kim Davis listens to a customer following her office's refusal to issue marriage licenses at the Rowan County Courthouse in Morehead, Ky., Tuesday, Sept. 1, 2015. Although her appeal to the U.S. Supreme Court was denied, Davis still refuses to issue marriage licenses. (AP Photo/Timothy D. Easley)

Kim Davis, a secretária do Condado de Rowan, que ganhou atenção nacional por se recusar a emitir as licenças de casamento, foi condenada por desacato ao tribunal distrital, na última quinta-feira (2), pelo juiz distrital David Bunning.

Bunning sentenciou a funcionária com uma pena de prisão mais multa, porque acreditou que Davis, que ganha 80.000 dólares por ano, não estaria devidamente penalizada, se lhe fosse imposta “apenas” uma multa, informou hoje nos EUA.

Bunning acrescentou que Davis será liberta da prisão depois que ela concordar em cumprir a ordem judicial e emitir licenças para casamentos entre pessoas do mesmo sexo.

Cerca de 100 manifestantes que representam ambos os lados do debate sobre a definição de casamento pela Suprema Corte se concentraram na parte externa do tribunal Ashland.
Aprovação do casamento gay
Em 26 de junho (2015), a Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu em uma votação apertada de 5 votos contra 4, que “as proibições estaduais sobre o casamento gay violam a Décima Quarta Emenda da Constituição dos EUA”, ou seja, acabam sendo “inconstitucionais”.

Desde a decisão da Suprema Corte, muitos funcionários em condados de todo o país têm divergido em suas atitudes com relação emitir (ou não) licenças de casamento para casais homossexuais. Muitos chegaram a se demitir de seus cargos.

Em julho, Davis se recusou a seguir uma ordem do Tribunal Distrital dos Estados Unidos para o Distrito Leste de Kentucky, que exigiu que ela emitisse licenças de casamento para casais homossexuais.

“Emitir uma licença de casamento que está em conflito com a definição de matrimônio dada por Deus, com o meu nome aposto ao certificado, isto violaria a minha consciência”, afirmou Davis na última terça-feira (1).

“Não é uma questão de luz para mim. É uma decisão sobre céu ou inferno. Para mim, é uma decisão de obediência. Eu não tenho nenhuma animosidade contra qualquer pessoa ou má vontade. Para mim, isso nunca foi uma questão especificamente sobre gays ou lésbicas. É sobre o casamento e a Palavra de Deus”.

 

Fonte: IBB News, com informações do Christian Head Lines

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