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Administração do Dinheiro – tudo começou na criação

A narrativa bíblica do Gênesis é bastante elucidativa para compreendermos que nosso papel como administradores do dinheiro começou exatamente no contexto da criação do mundo material. A primeira expressão do autor do Gênesis foi: “No princípio Deus criou os céus e a terra” (Gênesis 1.1).

Foram seis dias de atividade criadora através da qual o mundo material veio a existir.

Um Deus espiritual criando um mundo material

A primeira evidência da importância das coisas materiais é o fato de que Deus, que é um ser espiritual (João 4.24) trouxe à existência o mundo material. Cinco vezes a narrativa da criação afirma que Deus a viu e a considerou boa (Gênesis 1.10, 12, 18, 21, 25). E ao completar a criação do homem, mais uma vez Deus declarou que tudo havia ficado muito bom (Gn 1.31). Por esta razão, é importante reconhecermos a bondade de Deus ao trazer a lume as coisas materiais. Elas são expressão do seu amor para com a humanidade. Os ascetas crêem na idéia de que a natureza física é má, mas a Bíblia não apoia esta concepção.

O homem – administrador da criação

Deus criou o homem à sua imagem e semelhança e em seguida declarou: “Domine ele sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu, sobre os grandes animais de toda a terra e sobre todos os pequenos animais que se movem rente ao chão” (Gn 1.26). Este domínio implica na grande responsabilidade de administrar o mundo criado por Deus. Para alguns teólogos a imagem de Deus no homem consistiria nesse algo que “fazemos”, ou seja, no exercício do domínio sobre a criação. Independentemente da relação com a imagem de Deus, o fato é que coube ao homem a administração do mundo material, e ela deve ser realizada da melhor maneira possível, conforme as diretrizes do Criador. O escritor de Salmos declara: Tu o fizeste dominar sobre as obras das tuas mãos; sob os seus pés tudo puseste: todos os rebanhos e manadas, e até os animais selvagens, as aves do céu, os peixes do mar e tudo o que percorre as veredas dos mares.(Sl 8.6-8).

O homem – administrador do dinheiro

Ao longo do tempo, as sociedades se formaram e estabeleceram regras específicas para a partilha dos bens materiais.

As dificuldades inerentes às relações de troca levaram à criação do dinheiro, nas suas mais diversas formas. Hoje, as posses materiais são representadas pelo dinheiro que possuímos.

O pecado, no entanto, teve um impacto tremendo sobre a relação do homem com o dinheiro porque o dinheiro passou a ter importância capital para as pessoas. Se num primeiro momento a administração o dinheiro significava responsabilidades, a idéia posterior ao pecado é considerá-lo apenas sob o aspecto dos privilégios provenientes de sua posse. A parábola dos talentos (Mateus 25.14-30) nos dá um entendimento mais amplo das responsabilidades provenientes da administração do dinheiro e de como temos de prestar contas em relação à essa administração.

Conclusão

No Gênesis, Deus criou o mundo material, e, embora algumas correntes de pensamento considerem ruim a matéria, o Criador enfaticamente atesta que toda a sua criação é boa.

Ao criar o homem, Deus passa a ele a responsabilidade pela administração de sua criação. O domínio implica desenvolvimento de capacidades mas também uma gestão pautada nos princípios estabelecidos por Deus.

Hoje, as posses são representadas pelo dinheiro que possuímos. Ao contrário do pensamento comum, quanto mais dinheiro possuímos, maiores são nossa responsabilidades, pois teremos que prestar contas de cada decisão que tomamos em relação à sua administração. Portanto, desde a criação, fomos investidos das responsabilidades pela gestão do dinheiro.

 

FONTE: Paulo de Tarso

Paulo de Tarso é engenheiro civil. É o idealizador e organizador do Site, Palestra e Seminário Finanças para a Vida. (paulodetarso@financasparaavida.com.br)

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